#OutubroRosa: O processo de aceitação de Silvânia

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“Eu tenho quanto tempo de vida?”, esse foi o primeiro pensamento que ocorreu a Silvânia quando ela foi diagnosticada com um agressivo câncer de mama que acometeu seu seio esquerdo. Contrariando todas as estatísticas da doença, Silvânia é a exceção. Mulher que há mais de 20 anos praticava esportes, levava uma vida saudável e não possuía um histórico de câncer na família, ela teve que aprender o quão poderoso é a aceitação no processo de cura.

Silvânia reconhece sua força como produto das vitórias que teve ao longo de sua vida. Bem antes de ser diagnosticada com câncer, ela desenvolveu um quadro depressivo que foi agravado com os transtornos alimentares de bulimia e anorexia. Foram quatro anos e meio de tratamento, que a fizeram descobriu o poder do amor próprio e do autocuidado. Resultado desse processo, em janeiro de 2018, Silvânia foi realizar um exame na mama de rotina e descobriu um nódulo no seu seio esquerdo que acendeu um alerta de acompanhamento. Seis meses depois, em julho do mesmo ano, o tumor já estava com três centímetros de comprimento. Começava ali, a sua luta contra o câncer.

“Na tarde que eu peguei o diagnóstico, eu me permiti chorar. Cheguei em casa e chorei muito. Mas em um momento, a gente tem que parar e levantar a cabeça”, conta Silvânia. Segundo ela, os momentos mais difíceis ela divida com Deus. Foi munida com muita fé e esclarecimento, que ela realizou a cirurgia de retirada total da mama em agosto de 2018, quando o tumor já tinha crescido rapidamente para 6 centímetros.

Seu primeiro contato com o Hospital do Câncer foi em setembro, um mês antes de iniciar o tratamento com quimioterapia. Ela conta que durante este processo, ela foi mais feliz do que triste e que abraçou aquela realidade como um processo necessário em seu caminho, a tal da aceitação. No total, foram dezesseis sessões de quimioterapia e vinte e cinco de radioterapia, além do tratamento medicamentoso que realizou. Esta fase de seu tratamento se encerrou em outubro de 2019.

“Eu sou extremamente grata ao Hospital do Câncer em Uberlândia. Desde os profissionais da limpeza até Dra. Amanda, minha oncologista”, ela lembra. Silvânia, que um dia chegou a perguntar quantos dias teria após o diagnóstico, hoje reconhece que todo esse processo de cura a transformou. “Hoje eu penso, porquê não eu? Qual minha diferença para outras pessoas que são acometidas com a doença?”, ela completa.

Atualmente, Silvânia, que ainda é paciente do Hospital do Câncer, pretende levar sua história e como conseguiu modificar a maneira de enxergar o câncer para outras mulheres que estão iniciando sua luta contra o tumor na mama neste momento. “Cada mulher é única, assim como cada paciente de câncer de mama. Aceite seu processo, Deus fornece forças para enfrentar. Lá na frente, você vai olhar pra trás e vai reconhecer que o caminho foi transformador”.

 

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