#OutubroRosa: A persistência na luta pela vida de Flávia

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Flávia não conhece uma realidade longe da persistência e da luta. A atendente de telemarketing de 46 anos começou a trabalhar aos 14, casou-se pela primeira vez aos 20, teve dois filhos, divorciou-se e hoje vive com seu grande amor uma vida de conquistas. A mais recente delas, tem sido tratar um câncer de mama que a despertou para uma vida com novos significados.

“Eu sempre tive o sonho de ter um carro”, conta Flávia, “depois de passar muito tempo juntando dinheiro, cheguei na loja, escolhi o carro e comprei. Depois pedi para o vendedor levá-lo até a oficina, porque eu não faço a menor ideia de como se dirige um carro”, conclui gargalhando. Esta história representa a persistência de Flávia para superar os desafios e conquistar seus objetivos independente da dificuldade. Assim como a história nos conta, Flávia não mede esforços para curar o câncer que acometeu sua mama esquerda.

Há muito tempo Flávia trata de uma tendinite no ombro esquerdo e durante um dia de tratamento, ela percebeu alguns caroços na região da mama e na axila, mas só decidiu realizar a mamografia quando tocou durante o banho essa mesma mama e percebeu algo de errado. “Quando meu marido leu a palavra neoplasia no exame, ele já sabia, mas preferiu dizer que não tinha entendido e para irmos direto para minha médica”, lembra Flávia. Chegando lá, a mastologista confirmou o câncer. “Quando a gente recebe o diagnóstico de câncer, a primeira coisa que a gente escuta é algo parecido com uma sentença de morte”, afirma Flávia sobre o início da sua luta, o período que, segundo ela, foi o mais difícil.

Flávia estava se preparando para a cirurgia de retirada da mama esquerda, quando a pandemia da COVI-19 retardou o processo médico, mas por urgência no seu caso, a equipe médica adaptou o processo para a realização do procedimento. A cirurgia foi um sucesso, mas Flávia começou a lidar com outras questões que até então não tinham surgido. “A primeira vez que tomei banho depois da cirurgia foi muito difícil. Mexeu comigo.”, ela relata.

Mas a atendente de telemarketing continuou o processo de aceitar seu tratamento ao começar as sessões de quimioterapia na rede privada. “Eu chegava para tomar o medicamento e eu ficava um pouco constrangida, porque eu era a única pessoa ali que ainda tinha cabelo”, ela lembra. Foi nesse momento em que ela decidiu cortar todo o seu cabelo sozinha e estava tão decida com isso, que divulgou o resultado nas mídias sociais assumindo o câncer para todo mundo. “Eu sempre me recusei a usar peruca, aprendi me amar atualmente e encarar o câncer como um remédio em minha vida”, conta Flávia.

Ela conta que uma paciente diagnosticada com câncer de mama precisa muito de amparo da família e dos amigos, “o paciente com câncer precisa ser entendido”. E Flávia conta que essa compreensão e apoio foi encontrado não só nos dois filhos e no marido, como também na equipe médica do Hospital do Câncer em Uberlândia, onde ela ainda está realizando sessões de quimioterapia, mas já se preparando para os próximos ciclos do tratamento.

Com a sua luta contra um câncer de mama, Flávia assumiu um novo lugar em sua vida: ela usa a história de fibra que a trouxe até aqui para levar a mensagem de inspiração, força e resiliência para aqueles que precisam: “Tudo que acontece de ruim na nossa vida, é pra ser usado pro melhor. Desde que fui diagnosticada, a minha missão é tocar o máximo de pessoas possível com minhas histórias”.

 

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