Oficina de Artes Plásticas desperta a imaginação das crianças no Hospital do Câncer

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Várias pinceladas e muitos sorrisos movimentam as manhãs das terças-feiras na Brinquedoteca do Hospital do Câncer em Uberlândia. Dentro de cada paciente e acompanhante surge um artista que nem percebe o tempo passar, de tanto imaginar o resultado final do seu quadro. E é entre muito companheirismo, parceria e talento para a pintura, que a oficina de artes promovida pela artista plástica e voluntária Maria Clara Ferraz, desperta a imaginação de quem passa horas dentro do Hospital.

A iniciativa para colorir ainda mais o dia das pessoas surgiu em 2006 e, desde então, muitas crianças e suas famílias já pegaram tinta, pincel e tela para se divertirem nesses 13 anos de projeto. “Cada ano nós fazemos um tema e este ano é sobre o circo. As crianças, que ficam esperando para serem chamadas para consulta ou procedimento oncológico, vêm até a brinquedoteca e ficam pintando enquanto esperam. Além delas, outras que não estão em horário de consulta, vêm aqui só para pintar”, explica Maria Clara e também conta que a ideia do tema deste ano surgiu do desenho de um paciente.

Para animar a criançada e aflorar ainda mais a imaginação que existe dentro de cada um que participava da oficina, a manhã do dia 30 de julho teve uma participação muito especial. O palhaço Sanders, com seu longo nariz pontudo, alegrou e inspirou os pequenos artistas e seus acompanhantes em mais um dia de oficina. O trabalho que já é feito a várias mãos, com a ajuda dos voluntários, das famílias, das crianças e da equipe do apoio pedagógico – responsável pelo projeto – teve também a ajuda do palhaço, que mostrou ser um especialista na temática dos quadros.

Quem estava presente nesse dia especial teve diversão em dobro. Entre risadas, a criatividade para novos quadros foi surgindo e as crianças puderam se expressar por meio da pintura. A paciente do Hospital Iasmym Ferreira começou o seu tratamento quando tinha seis anos e hoje, aos 13 anos, lembra que conheceu a pintura por meio do projeto. “A pintura se tornou uma maneira de passar o que estou sentindo. Às vezes a gente fica muito no hospital, ficamos mais para baixo e aqui encontramos pessoas novas, podemos brincar e os voluntários ajudam a deixar a gente mais feliz”, comenta a paciente que, com a ajuda da mãe, estava pintando um novo quadro.

Além de ajudar a alegrar as crianças que passam pela Brinquedoteca do Hospital do Câncer, a oficina de artes plásticas ultrapassa os momentos de aula que acontecem todas as terças-feiras das 8h às 11h. Promovendo, no final do ano, uma exposição com as obras feitas pelos pacientes, a artista plástica e voluntária Maria Clara explica que eles pretendem fazer 30 quadros para a próxima exposição e que, com a média de umas 25 crianças ao longo do ano, ela imagina que chegará a um resultado surpreendente. Para a paciente Iasmym, o momento da exposição é algo que a deixa muito feliz, já que, com isso, outras pessoas ficam conhecendo os quadros e veem quanto que é bonito o trabalho deles.

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