Dia dos Pais no Hospital do Câncer: a cumplicidade na história de um dos nossos pacientes

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Não existe nada mais fortificado do que relações que são marcadas por cumplicidade e amor. Ao longo do percurso que trilharam juntos como filho e pai, Tiago, de 23 anos, e Evaristo, de 57, passaram por vários momentos delicados e desafiadores juntos. Hoje, reconhecem que a relação de carinho que foi desenvolvida ao longo de tempo entre eles, é produto de um passado que exigiu bastante dos dois. 

O primeiro desses momentos foi quando a mãe de Tiago faleceu precocemente vítima de um aneurisma que retirou sua vida quando ela era ainda jovem. “Foi muito rápido. Ela começou a passar mal ao meio dia e a noite já tinha falecido”, conta Tiago. Segundo ele, que naquela ocasião tinha apenas 10 anos, o pai tinha se tornado a única pessoa de sua vida. Mas esse percurso estava longe de terminar. 

No início de 2019, Evaristo foi diagnosticado com dengue após passar muito mal. Ele iniciou o tratamento para a doença, mas suas dores não cessavam. Foi nesse momento em que ele iniciou uma bateria de exames, ficando internado várias semanas até ser diagnosticado com um tipo de leucemia. Tiago foi o grande parceiro de Evaristo durante as idas e vindas nos médicos, sempre passando a segurança e amparando o pai da forma que podia.  

No dia 12 de junho de 2019, Evaristo iniciou seu tratamento contra a leucemia no Hospital do Câncer em Uberlândia. Neste momento, Tiago estava quase se formando em Engenharia Florestal, mas trancou a faculdade para acompanhar o pai durante seu tratamento. Em cada internação, em cada conversa com os médicos, em cada sessão de fisioterapia, Tiago estava segurando a mão de seu pai. Foram oito meses de internação até Evaristo receber a alta, no dia 28 de fevereiro de 2020. Nesse meio tempo, Tiago descobriu que tinha passado em uma prova de mestrado, mas escolheu não se matricular, pois não poderia deixar seu pai desacompanhado por ele no período mais delicado de suas vidas. 

Hoje, os dois materializam esse laço tão fortificado pela cumplicidade de sua relação em sua casa na cidade de Monte Carmelo, em Minas Gerais. Olhando para trás e relembrando todo o percurso, eles fazem questão de destacar a importância que os colaboradores do Hospital do Câncer tiveram no tratamento de Evaristo, em um momento em que muitas vezes eles ses sentiam solitário. Questionado sobre a importância que o filho tem hoje em sua vida, Evaristo é direto: “Não poderia ser outra pessoa. A confiança que eu tinha nele e que ele iria cuidar de mim era o suficiente”.

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