Comparação de Radioterapia com Fracionamento Acelerado (AFX) versus Radioterapia Padrão Associadas à Cisplatina Concomitante no Tratamento do Câncer de Cabeça e Pescoço

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IMG_9325Programa de Residência em Cancerologia – Famed – UFU

Residente responsável pelo artigo: Lara Jeanne Cabral – R2 de Cancerologia Clínica

Módulo: Câncer de Cabeça e Pescoço – Responsável Dr. Glauco Costa Silveira

Coordenador da Residência em Cancerologia – Dr. Rogério Agenor de Araújo

Título do artigo: “Randomized Phase III Trial to Test Accelerated Versus Standard Fractionation in Combination With Concurrent Cisplatin for Head and Neck Carcinomas in the Radiation Therapy Oncology Group 0129 Trial: Long-Term Report of Efficacy and Toxicity”. (RTOG 0129 – Comparação de Radioterapia com Fracionamento Acelerado (AFX) versus Radioterapia Padrão Associadas à Cisplatina Concomitante no Tratamento do Câncer de Cabeça e Pescoço Avançado.

Data da apresentação: 27/07/2016

Publicação: Journal of Clinical Oncology – jco engl 3858-3866;32- December 1 2014

Resumo: Esse estudo realizado pelo RTOG (Radiation Therapy Oncology Group) testa a eficácia
e toxicidade de cisplatina associada a radioterapia com fracionamento acelerado seguida de
Boost (AFX-C) versus fracionamento padrão (SFX) em Carcinoma de Cabeça e Pescoço
localmente avançado.

Trata-se de um estudo fase III, randomizado que incluiu pacientes com carcinoma de cavidade
oral, orofaringe, hipofaringe ou laringe EC III – IV. Tais pacientes foram randomizados em dois
grupos. O grupo experimental incluiu a radioterapia com fracionamento acelerado (72 Gy em
42 frações por 6 semanas) associado a 2 ciclos de Cisplatina (100mg/m2 a cada 3 semanas) e o
grupo controle incluiu o esquema de radioterapia com fracionamento padrão (70 Gy em 35
frações por 7 semanas) associado a 3 ciclos de Cisplatina (100mg/m2 a cada 3 semanas).
Avaliou-se sobrevida global (OS), sobrevida livre de progressão (PFS), recorrência locorregional
(LRF), recorrência à distância (DM) e toxicidades aguda e tardia ao tratamento.

Um total de 721 pacientes de 743 inscritos foi analisado e este artigo relata os resultados de
uma análise atualizada em Janeiro de 2013. Com uma mediana de follow up de 7,9 anos, não
foram observadas diferenças significativas entre os dois grupos em todas as variáveis
analisadas (OS, PFS, LRF, DM). Na análise de pacientes com carcinoma de orofaringe com
positividade para p16, observaram-se melhores resultados em sobrevida e progressão de
doença com relação àqueles pacientes com p16 negativo.

Em conclusão, quando combinados com Cisplatina, os dois esquemas de radioterapia avaliados
tem a mesma eficácia e perfil de toxicidades semelhantes.

Opinião da equipe: Esse estudo confirma a eficácia da quimioterapia e radioterapia usados na
rotina no tratamento dos pacientes com carcinomas de cabeça e pescoço, o que nos
proporciona tranquilidade em continuar indicando o tratamento possível em nosso serviço,
embora sabendo de outros esquemas de radioterapia (fracionamento acelerado), mais difícil
de ser realizado pela logística, uma vez que tal técnica não é superior ao que é feito
rotineiramente aqui no Hospital do Câncer em Uberlândia.

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