A resiliência de Moline

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No espaço de um ano, a biomédica e professora universitária de 33 anos Moline Lemos, viu sua vida mudar completamente ao ser diagnosticada com carcinoma invasivo grau 2, um tipo de câncer de mama. A partir daquele momento, Moline deixou as salas de aula e assumiu a maior batalha pela sua vida dentro do Hospital de Câncer em Uberlândia. 

O tratamento de Moline não foi fácil, após 16 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia, a biomédica ainda teve que realizar um procedimento de retirada total de uma das mamas. Em muitos casos, quando uma mulher perde seus cabelos durante o tratamento ou passa por uma cirurgia de retirada do seio, é como se a autoestima dela fosse retirada junto, mas com Moline foi diferente. Ela sempre se ateve na intensa vontade de continuar vivendo. Hoje ela assume que ama seus cabelos curtos. 

Não foi uma batalha fácil, mas Moline conta que para além de qualquer sofrimento, esse episódio em sua vida foi encarado com muita leveza e otimismo graças ao tratamento humanizado da Instituição. “Eu vejo o câncer como um aprendizado em minha vida. Com certeza isso se deve ao fato de eu ter sido tratada aqui e da forma como fui recebida. Eu não escolheria outro lugar para fazer o tratamento”, ela conta. 

Hoje, enquanto a professora aguarda a cirurgia de reconstrução de mama, ela assumiu o outro lado da corrente de solidariedade: realiza as doações ao Hospital do Câncer em Uberlândia sempre que pode. “Eu vivi isso aqui como paciente e vi cada sorriso dos voluntários, a atenção desde a recepção até os enfermeiros. Fez muita diferença no meu tratamento e sei que pode fazer na vida de outras pessoas que estão lá hoje”.

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