(matéria veiculada no Correio de Uberlândia Online)
Com quase 18 anos de trabalho e um hospital de mais de 10 mil m² construído, o Grupo Luta pela Vida, ONG mantenedora do Hospital do Câncer de Uberlândia, segue com grandes propósitos. O maior deles é reduzir o tempo de atendimento, que varia conforme o tipo de tratamento. Os mais próximos de serem realizados são a construção de um bloco cirúrgico e de um laboratório de transplante de medula óssea, que correspondem a uma ampliação de aproximadamente mais 8 mil m². Parte deste projeto tem possibilidade de ficar pronta ainda neste ano.
Atualmente, as cirurgias dos pacientes de oncologia são feitas no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e não há, nem na cidade nem na região, local para os transplantes de medula óssea, necessários nos casos dos chamados tumores moles, como a leucemia.
Hospital é administrado pelo Grupo Luta pela Vida (Foto: Paulo Augusto)
Hospital é administrado pelo Grupo Luta pela Vida
“O transplante que é necessário em quase 80% dos casos de tumores moles são os transplantes autólogos. Isso nós vamos começar em um curto período de tempo. Provavelmente, até o fim do ano, devemos ter algum espaço para experiência com esses transplantes. Mas existem os outros 20%, que é quando se necessita de doador e de um ambiente diferenciado. E isso é um pouco mais complicado”, afirmou o presidente do Grupo Luta pela Vida, Fernando Antônio Ferreira.
Quanto ao bloco cirúrgico, a intenção é construir oito salas. “Ainda não temos o projeto pronto, mas sabemos que serão investimentos muito significativos”, disse o administrador da ONG, Daniel Antunes. O orçamento previsto pelo Grupo Luta pela Vida para este ano é de cerca de R$ 3,5 milhões, mas ele não inclui as obras.
Todas as ampliações, assim como a construção do Hospital do Câncer, inaugurado em 2000, foram possíveis por meio da mobilização da comunidade. “O hospital foi todo construído com doações. Uns doavam um pouco de tijolo, alguns doaram heranças, terrenos. Nós rifávamos carro e fazíamos eventos na cidade inteira”, disse Ferreira.
A manutenção da unidade é feita pelo Grupo Luta pela Vida, que também arca com equipamentos e obras. O atendimento, oferecido gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS), é gerenciado pela UFU. “Se fôssemos esperar pela obrigação do poder público, estaríamos do mesmo jeito até hoje”, afirmou o presidente da ONG.
Eurípedes Barra diz que média de cura no hospital é de 70% (Foto: Marcos Ribeiro)
Eurípedes Barra diz que média de cura no hospital é de 70%
De acordo com o diretor do Hospital do Câncer, o médico Eurípedes Barra, o Grupo Luta pela Vida permitiu que o tratamento oncológico oferecido em Uberlândia se tornasse referência, equiparando-se a alguns serviços privados. “A Ong permitiu que o setor de oncologia se diferenciasse dos demais setores do Hospital de Clínicas”, afirmou.
Segundo o médico, o índice médio de cura no Hospital do Câncer é de 70% dos pacientes, o que é compatível com os índices mundiais de qualificação. “A população de Uberlândia deve se orgulhar de ter o Hospital do Câncer e de ter o Grupo Luta pela Vida como representante.”
Capacidade é extrapolada em 25%
O Hospital do Câncer de Uberlândia tem atualmente entre 1,8 mil e 2 mil pessoas em tratamento e funciona 25% acima da capacidade. Por dia, são atendidos uma média de 150 pacientes, só na radioterapia. Na unidade, há 60 funcionários contratados pelo Grupo Luta pela Vida, ONG responsável pelo hospital, que também mantém um escritório com mais 35 funcionários. Para arcar com a manutenção da unidade, a ONG conta com doações de pessoas físicas e de empresas, além do auxílio prestado por 450 voluntários.
Segundo o administrador do Grupo Luta pela Vida, Daniel Antunes, cerca de 50 funcionários trabalham na captação de recursos, principalmente por meio de telemarketing. As doações das pessoas físicas, em média R$ 12 por pessoa, representam a maior fonte de receita da entidade.
A ONG desenvolveu também o programa Empresa Participativa, que dá um certificado às empresas que colaboram com o hospital. “Hoje temos aproximadamente 500 empresas parceiras. Algumas delas colaboram mensalmente e outras se responsabilizaram por algum projeto do hospital”, disse.
Também gera renda a venda de produtos artesanais confeccionados por voluntários e de roupas e de acessórios doados. O Núcleo de Voluntários da ONG mantém uma loja no saguão do hospital e promove, mensalmente, um bazar beneficente.
Por Layla Tavares
Fotos: Marcos Ribeiro e Paulo Augusto
Muitos dizem que grande amor pode estar em todos os lugares, como na fila do banco, na balada, no supermercado. Mas já imaginou encontrar o futuro esposo ou esposa dentro de um hospital? Provavelmente se você é um profissional da área de saúde essa situação não seja tão difícil de acontecer, mas e se você estivesse no Hospital do Câncer, como um paciente em tratamento?
A situação improvável aconteceu com o casal Silvânia Silva e Francisco de Carvalho. Ela iniciou seu tratamento contra uma leucemia mieloide crônica em meados 2010 e, na mesma época, Francisco também começava a batalha contra uma leucemia mieloide aguda. Silvânia vivia sozinha e se via perdida e triste diante do diagnóstico. Francisco, de Itumbiara (GO), vinha a Uberlândia para se tratar no Hospital e enfrentava o fim de um relacionamento que acabou depois da descoberta do câncer.
O encontro do casal aconteceu entre as inúmeras consultas de rotina com os médicos, e o corredor de espera foi o local para a história de amor nascer. Silvânia, bastante brincalhona, passou a perceber Francisco. “Um belo dia eu o vi conversando com outra paciente e senti ciúmes”, afirmou. Um dos momentos de consulta, Silvânia tomou a iniciativa para começar o romance. “Um dia eu estava gripada esperando meu atendimento e o Francisco chegou tão arrumado, cabelo cortado, nuca feita. Olhei com outros olhos para ele e pensei: parece que quero dar ‘um cheiro naquela nuca’. Então decidi fazer o pedido e perguntei se ele não queria namorar comigo”, contou. Francisco, apesar da timidez, disse sim, tomou coragem e pediu o telefone de Silvânia.
Silvânia conta que pouco tempo após o pedido perdeu o contato com o ‘namorado’. Ela então buscou ajuda em um cupido interno do Hospital que conseguiu o telefone de Francisco. “Liguei para ele e por acaso ele estava em Uberlândia e combinamos dele vir me ver na minha casa. Daquele dia em diante ele não saiu mais”, disse a paciente.
Para celebrar a relação, o casal decidiu se casar com todos os rituais que uma cerimônia tradicional pede: vestido de noiva, festa, fotos e noite de núpcias em um hotel refinado. O casamento aconteceu em setembro de 2011. “Não sei como explicar, foi uma coisa incrível. Eu sou tímido, mas chorei na cerimônia, foi emocionante”, contou Francisco. Ele afirma que depois que encontrou Silvânia e que o bom humor da amada o fez ter mais alegria, ele não teve dúvidas que ela era a pessoa certa. “Depois que o alto astral da Silvânia me conquistou, eu vi que tinha chegado a hora de casar”, contou.
O casal afirma que ter um companheiro para ajudar no tratamento é muito importante. “Não gostamos de ficar separados em nenhum momento. Sempre vamos acompanhados nas consultas. Um ajuda o outro a enfrentar os momentos difíceis. Um dia estamos como paciente, no outro acompanhante”, brincou Silvânia. Ela não deixa de destacar as qualidades do marido. “O Francisco é o companheiro que eu pedi a Deus. Porque ele cuida de mim”, afirmou. Francisco diz que a característica que mais admira na esposa é sua alegria. “O alto astral dela coloca a gente para cima. Além de ser linda”, elogiou o marido.
O casal também não deixou de sonhar. A próxima conquista que eles buscam realizar é comprar a casa própria. “Meu sonho é ter a minha casinha para viver com o meu marido”, disse Silvânia.
Perguntados se algum dia imaginariam encontrar um grande amor em um hospital e ainda por cima enfrentando o câncer, eles afirmam que nunca poderiam prever algo tão diferente. “No lugar em que eu achei que a minha vida estava acabando, na verdade estava começando”, finalizou Silvânia.
Confira o vídeo #amorpelavida, que conta mais sobre a história do casal.
Ficha Técnica vídeo #amorpelavida Criação: Carolina Tomaz Captação e Edição:José Neto Fotografia Criativa Coordenação e Aprovação: Daniel Antunes
Mais uma vez o Grupo Luta Pela Vida participa do McDia Feliz. A campanha, que acontece simultaneamente em todo o Brasil, tem como objetivo arrecadar fundos para promover ações que colaborem com a saúde e a qualidade de vida de crianças e adolescentes com câncer. Os recursos captados pelo Instituto Ronald McDonald com o McDia Feliz são destinados a projetos apresentados por entidades que atuam na luta contra o câncer infanto-juvenil. Em 2012, foram vendidos mais de 1,6 milhão sanduíches Big Mac em todo o país, o que contribuiu para a arrecadação recorde de R$ 18,3 milhões.
Em Uberlândia, a única instituição que faz parte dos projetos do Instituto é o Grupo Luta Pela Vida. A ONG realiza a venda antecipada de tíquetes do evento, além de fazer a promoção e divulgação do McDia Feliz na cidade. Os tíquetes deste ano já podem ser comprados, ao preço de R$ 11,50 cada um e poderão ser trocados pelo Big Mac na data da campanha, dia 31 de agosto.
Com a arrecadação dos seis restaurantes da cidade, o Grupo Luta Pela Vida realizará a ampliação da Quimioterapia Pediátrica do Hospital de Câncer. Faça parte dessa campanha. Você vai saborear um gostoso Big Mac e ajudar a salvar vidas!
Nesta última quarta (22) e quinta-feira (23), o Hospital do Câncer recebeu doações mais que especiais. Os jovens aprendizes do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), instituição que oferece educação profissional, fizeram uma visita ao Hospital do Câncer para realizar a entrega de doações. A ação faz parte do projeto “Gentileza gera Gentileza”, que tem como objetivo trabalhar o conceito da palavra por meio de ações em espaços importantes da sociedade, como o Hospital do Câncer.
Orientados pelas professoras Geizilene Cabral e Djanane Godoy, cerca de 30 jovens se mobilizaram para arrecadar doações para o Hospital, como produtos da cesta básica e de higiene, Nutren (suplemento nutricional), leite e água de coco. A sugestão em colaborar com o Hospital do Câncer partiu dos próprios alunos.
Aproveitando a presença dos jovens aprendizes na entrega das doações, eles foram convidados a conhecer melhor o trabalho do Grupo Luta Pela Vida e o funcionamento do Hospital do Câncer. Os alunos puderam visitar alguns espaços importantes, como as salas de atividades do Projeto Pedagógico, Artístico e Cultural.
O Grupo Luta Pela Vida e o Hospital do Câncer agradecem esse belo gesto de gentileza dos alunos do SENAC. Que mais pessoas possam ser tocadas pela gentileza de vocês!
Jovens aprendizes com parte das doações feitas ao Hospital do Câncer
Os alunos fizeram questão de ir ao Hospital para a entrega das doações.
Leonardo Almeida, coordenador do “Projeto Pedagógico, Artístico e Cultural” conversou com os alunos sobre o trabalho desenvolvido pelo projeto.
Na manhã do último dia 13, a equipe responsável pelas atividades da Brinquedoteca “Brincar é Viver” do Hospital do Câncer, realizou um café da manhã de confraternização para comemorar o Dia das Mães. A comemoração reuniu mães dos pacientes infantis, voluntários e funcionários do Hospital.
Em dia de festa, os presentes não podiam faltar para as mamães. Elas ganharam divertidos cadernos de receitas, confeccionados pela equipe da Brinquedoteca. Entre as receitas escolhidas para compor o caderno estão saborosas sobremesas.