A importância do carinho e cuidado da mãe durante o tratamento

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Com 11 anos João Lucas reclamou de dor na perna esquerda depois de uma pancada. A mãe, Valéria Gomes, sempre muito preocupada achou melhor ir ao médico e o resultado foi que o incômodo era por causa da batida. Entretanto, as dores voltaram, com laudos de reumatismo e lesão muscular. Após outra crise de dor e alguns exames, veio o diagnóstico inesperado para a mãe: seu filho tinha na verdade um tumor no fêmur, um câncer raro e grave.

Começava a luta de João e da família contra o tempo, pois o câncer já havia tomado 80% do fêmur. As sessões de quimioterapia e internações viraram rotina. O momento mais difícil foi quando João teve uma pancreatite, chegando a tomar três bolsas de sangue e ficando de repouso absoluto para tratar a inflamação.

Valéria conta que o atendimento do Hospital foi fundamental para o filho. “Ali é um pedacinho do céu na terra. Fiz uma família no Hospital”, afirma. O carinho dos voluntários também foi especial. “Eles são perfeitos, me deram colo. Tem muita coisa que sofri que só eles sabem”, diz.

Apesar de grave, com 9 meses de tratamento o garoto estava curado. João diz que na época não compreendia bem o que estava passando. “Eu entendia mais ou menos, tinha uma noção básica do que era. O que eu mais sentia falta mesmo era andar de bicicleta”.

Hoje, com 18 anos, João leva uma vida normal. Ele estuda, trabalha, namora e já se aventurou na capoeira e no skate. Ele quer fazer da paixão pelas bicicletas seu trabalho e já pensa em abrir um negócio de bikes de trilha. Agora o tempo de Hospital abre espaço para os caminhos cheios de sonhos para João realizar.

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